segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Em sã loucura

Vejo alvorecer, eo tempo que perdido foi nas empreitadas de uma vida em vão.
Olhei por entre razões de minha conciência, já não vejo os motivos que me levaram até você, como se fosse necessario motivos pra ser feliz.
Como a estranheza de dias que se arrastam por entre horas e minutos, como o sangue corrente de minhas veias, como o piscar de minhas pálpebras no escorrer das aguas salgadas de meus olhos.
Já não falo em sã conciência e sei disto, como se houvesse em mim obrigatoriedade disto acontecer, nem tudo é são, nem tudo se explica, que diga meu orgão pulsante.
Das unicas certezas que tenho se fazem incertezas perto de você, como brilho fosco de sol escaldante, não sinto mais razão entre sentidos e sentimentos.
O amor se foi tão distante que percorri milhas, meus pés cansados e feridos agora ganharam asas pra voar,
parece uma loucura estupida dentro de minha mente, ausente, inconciente.
Seria estranho não te olhar, ja assim minha, mesmo longe, e não presente, como se houvesse leis pra agregar mundos diferentes, criarei um mundo só nosso então, seus olhos minha luz, seu sorriso montanhas feitas de marfim, tua boca meu mar, meu descanço, meu universo paralelo que ainda não provei.
Fiz de minha corda bamba o laço pra te atar, frouxo pra te deixar ir quando quiser, pois passáros voam,
meu coração que não tem boca ja assobia seu canto, sua melodia.
Fiz de minhas orações conversas com Deus, assim bem intimo, pedindo pra te dar pra mim.....

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